quarta-feira, 30 de março de 2011

Grilos e meninos



  

O grilo é um bichinho Simpático,
Morador de grama e mato
Se quiser achá-lo, não encontra
Porque vive disfarçado.

As vezes parece folha
As vezes parece galho
E se o encontram
Parece que tem mola no sapato.

Pula alto, vai pra longe
Mas se confia, vem bem perto,
Grilo também tem grilo
Como será esse moleque?

E ficam lá,
Um observando o outro
Até que um se canse.

Sempre é o grilo primeiro
Que num salto some no mato
O menino fica sorrindo
Já pensando em inventar um sapato.

E  quando menos esperarmos
Uma idéia dessas de menino
Revoluciona tudo.

E se o grilo pensasse.
Seria bem engraçado,
Se ao invés de cantar no mato
Quisesse imitar o menino
E andasse nos muros em duas patas.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Casamento da Lesma



Lá vem a noiva, Devagarzinho,
Acompanhada por seus padrinhos:
Crá-Crá e Cri-Cri,dois grilinhos.
 
Tudo estava bem bonitinho
Nas margens do ribeirinho
Tinha flores, muitas cores
E todos os convidados, bem arrumadinhos.
 
A joaninha, de bolinha
A taturana, mostrando as perninhas
Não passavam despercebidas
Que levadas essas meninas!
 
A cigarra, com sua guitarra
Tocava a marcha nupcial
Enquanto conduzia o coro
O habilidoso bicho-pau.
 
No altar, o noivo
Cansado de esperar
Já tinha passado dois dias
E nada da noiva chagar.
 
O louva-Deus
Que ia casar os dois
Achou melhor ir descansar
E voltar depois.
 
Coitadinho do noivo
Que estava ansioso
Começou a suar e melecar 
Todo o terno novo.
 
A borboleta
Quando viu aquela cena
Pensou logo: 
O que posso fazer?
Já sei! Disse ela
Deixa. Eu resolvo!
E chamou logo o besouro.
 
Numa folhinha colocou pólen
E pétalas  de margarida bem picadinhas
Prendeu nas costas dele e disse:
Vá buscar a noivinha!
 
Ele foi sutilmente
E saiu voando, com muito charme...
Como se aquilo fosse parte da cerimônia
Pegou a lesminha cansada
E acabou a monotonia.
 
Enquanto voava
A folhinha se abria
Despejando nos convidados
A chuva coloridinha.
 
Foi bonito de se ver
Não teve quem não chorou
Vendo os olhos do noivo, brilhando
Quando finalmente a noiva chegou.
 
Meu amor, você está tão linda, ele disse
Chegou perto e a beijou.
Quando a Lua subiu ao céu,
o casamento enfim se realizou.
 
E essa é a história do casamento da Lesma,
Que nunca ninguém contou
Porque quase ninguém sabe
Que na vida dos bichinhos
Também tem história de amor

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A formiga


A formiga é engraçada
São duas bolinhas grudadas
E uns risquinhos de patas
Duas anteninhas fininhas
E só andam enfileiradas.

Vivem sempre apressadas
Algumas são atrapalhadas
E perdem o caminho de casa,
Enquanto todas vão para um lado
Ela vai para o lado contrário.

Não é difícil ver uma confusa.
Pára as outras, fazendo perguntas:
Sabe onde é o formigueiro Saúvas?
É lá que moro...
E sempre tem uma que responde:
É ali, atrás daquele monte.
Ah é... estão todas indo pra lá!
Nem sei porque fui perguntar...

Formiga é pequena mas é forte.
Carrega coisas que nem se imagina que suporte
Nunca as vejo descansar
Nem mesmo se o sol estiver forte.

A formiga é engraçada
Se vamos desenhá-la
Mas prestando atenção
As formigas são sabidas!

Elas nos dão uma lição
De viver em harmonia o tempo inteiro.
Elas sabem que uma formiga é forte,
Mas muito mais forte é um formigueiro...








terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A coruja


No galho de uma árvore
Em noite clara de luar
O pio da coruja arrepia
Dá medo até de pensar.

Mas isso é uma bobagem!

Só porque ela gosta da noite
E gira a cabeça pra trás
A coitada da coruja
Agora dá azar?

Quem a conhece
Logo percebe
Que é linda de se admirar.

É o símbolo da sabedoria
Por sua visão peculiar
Vê o que ninguém vê
A uma distância espetacular.

Voa, silenciosamente
A procura de alimento
Por entre árvores ou na cidade
Os filhotes a esperam no ninho
Com muita fome e saudade.

Enquanto alguns dormem
A coruja trabalha
Ajudando manter equilibrado
O ambiente onde todos moram.

Ouvir uma coruja piar
Nunca haverá de ser um mal sinal,
A menos que seja de madrugada...

Até aquela hora acordada,
A pessoa não irá descansar
Vai passar o dia com sono
A cabeça avoada,
E depois diz que é azar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bem-te-vi




Os passarinhos reunidos
No alto do ipê amarelo
Brincavam de cantar bem alto
Para ver quem tinha o canto mais belo.
Idéia do quero-quero.
 
A disputa não tinha juiz
E cada um dizia
Que o melhor canto era o seu
Quanto o tico-tico esperto
Ao pé da árvore desceu.
 
Escutem aqui a minha idéia
Essa disputa não vai ter fim
Melhor brincar de outra coisa
Todos cantam bonito
É melhor deixar assim...
 
Proponho então
Que vejamos quem é o mais sabido
De todos os passarinhos
Todos fecham bem os olhos
Enquanto vou me esconder
Quem me encontrar primeiro
Será quem vai vencer.
 
Fecharam então os olhinhos
Cobrindo com as asas para garantir
O tico-tico ligeirinho
Voou para bem longe dali.
 
Foi lá para o alto da serra
Num imenso Buriti
Pensou: Aqui não me acham!
E antes de rir da sua graça
Uma voz de longe ecoou:
Bem-te-vi! Bem-te-vi!
 
O tico-tico desapontado
Para o ipê retornou
Reconheceu diante de todos
Quem era o vencedor
Bem-te-vi que me viu
Bem-te-vi que me achou
 
Os pássaros estão sempre brincando
De  se esconder e pegador
De vez em quando a gente escuta por aí:
 
Bem-te-vi!
Bem-te-vi...


(Este texto é parte  do livro - FESTA NA FLORESTA)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dorme Canguru,


Canguru,
Se aquiete na pochete!
Disse a mamãe brava.
E ele, nem um pio.
Ajeitou-se direitinho,
Ficou quietinho, 
Dormiu.

O canguruzinho
Muito levado,
Nem por um minuto ficava parado
Até na hora de dormir
Queria pular por todo lado.

 Mas toda mamãe sabe,
“hora do sono é sagrada”
Quem não dorme direito
Passa o dia cansado.

E como haverá de brincar
Sentindo o corpo pesado,
E os olhos querendo fechar?
Não pula, não almoça direito
Só pensa em cochilar.

Nessa vida, pra tudo tem hora.
De brincar, de comer e estudar,
E a noitinha, depois do jantar
Uma história,
Um beijo,
Dormir e sonhar...